Hello there!
Assim que tive meu match, enviei e-mail para as secretarias de estado do Brasil solicitando o kit turismo. Queria muito o Kit Embratur, que antigamente vinha com jogo americano e bandeirinha do Brasil, mas, infelizmente, descobri que não enviam mais.

Apenas cinco estados me responderam: Santa Catarina, Espírito Santo, Pará, São Paulo e Minas Gerais. Queria muito do Rio de Janeiro, meu estado, mas precisaria buscar as revistas no centro da cidade e não seria viável para mim. Alguns kits vieram com material em Português, que vou deixar para minha mãe usar com os alunos dela em sala de aula. Outros vieram em Inglês e pretendo levar.

Santa Catarina:

- 1 livro de fotos lindo com informações em inglês;
- 1 "passaporte" com informações sobre o Estado;
- 2 revistas em português;
- 7 cartões-postais.





Espírito Santo:

- 1 pasta zip lock;
- 1 CD em inglês;
-1 folheto em inglês.


São Paulo:

- Um bloquinho em papel reciclado;
- Vários folhetos, todos em português;
- 4 cartões-postais.



Minas Gerais:

- 1 mapa da Estrada Real;
- 2 folhetos em inglês;
- 1 guia turístico em inglês;
- 1 guia turístico em português;
- 1 guia de eventos em português.


Pará:

- 1 revista em inglês;
- 1 brochure em inglês;
- 1 folheto em português.


O meu preferido foi o do Rio Grande do Sul, mas gostei dos outros também (tirando São Paulo, que foi bem inútil). Pretendo levar alguns materiais em inglês para mostrar para os hosts quando chegar.

Enviei mensagem para os e-mails listados no blog da Lari e para estes também:

silvana.nascimento@turismo.mg.gov.br,
gabriel.salgado@turismo.mg.gov.br,
comunicasetur@turismo.mg.gov.br,
informasetur@turismo.mg.gov.br,
gabinete@turismo.sp.gov.br,
imprensaturismo@sp.gov.br,
turismoestadosp@gmail.com,
turismo@setu.pr.gov.br,
rodrigoswinka@setu.pr.gov.br,
imprensa@setu.pr.gov.br,
marketing@turisrio.rj.gov.br,
christiane@setur.rj.gov.br,
miriamturisrio@gmail.com,
gabineteseturrj@gmail.com,
andersonmoura.turisrio@gmail.com,
ascomturismorj@gmail.com,
samia.setur.rs@gmail.com,
carmen.gama@turismo.ba.gov.br,
gab@turismo.ba.gov.br,
imprensa@seplan.am.gov.br

Apenas Minas Gerais me respondeu, os kits dos outros Estados chegaram sem eu saber. Então, vale a pena arriscar (aproveitando que é de graça, né? haha).
Até o próximo post!


There's no guarantee
That leaving town's gonna set us both free
But stayin' here, it's just not what we need
Because America shines, yes it does
(At Full Speed - Jack's Mannequin)

A fase mais estressante do pré-Au Pair passou! - e eu ainda não acredito no quão fácil ela foi. Recebi da Cultural Care as informações sobre o visto em 20/04 e preenchi o DS-160 no mesmo dia. Essa parte é chatinha, pois são muitos detalhes para prestar atenção, mas a agência envia um documento com os procedimentos. Após preencher, escolhi a opção de boleto para realizar o pagamento, que caiu logo no dia seguinte. Depois agendei o CASV e o Consulado para os dias 07 e 08/05.

Nas duas semanas seguintes, separei os documentos necessários e conferi tudo mil vezes antes para ter certeza de que não estava esquecendo nada. No dia 07/05, domingo, saí de casa às seis da manhã, com medo de me atrasar. Cheguei ao CASV ao meio dia e estava fechado. Havia marcado o horário de 15:30 para o caso de o trânsito estar congestionado, mas na verdade acabei me antecipando demais. O CASV abriu às 13:00 e as filas foram formadas de acordo com o horário. Ou seja: eu passei quatro horas sentada em frente à Lagoa, esperando o meu horário. 

Depois de entrar, peguei uma fila imensa e aguardei 20 minutos até chegar à cabine. Tiraram minhas digitais e uma foto, coisa de dois minutos. Por isso, por favor, não cheguem muito cedo! O pessoal é bem rigoroso e você só vai poder entrar no horário marcado. Além disso, confira todos os documentos antes de ir. Uma moça na fila se esqueceu de levar a confirmação do DS e pagou 50 reais para imprimir uma mísera folha!

Paisagem que me acompanhou por 4 longas horas

No dia seguinte, saí da casa da minha tia às 06:00. O trânsito estava horrível, então pegamos o metrô e saltamos na Cinelândia às 08:30. Perguntei se podia entrar na fila e me pediram para voltar meia hora antes do horário marcado, que era às 10:00. Minha malinha estava pesada, então entrei num café e comprei um pão de queijo só para poder sentar (pois é). Decidi voltar para a fila 9:00 e me deixaram entrar.

Lá dentro, pegaram meu passaporte, a confirmação do DS e a taxa Sevis. Depois fiquei esperando sentada na segunda fileira do saguão por uns dez minutos. Devolveram meu passaporte com os documentos e pediram para as pessoas da minha fileira seguirem para outra fila (gente, CASV e Consulado são um eterno entra e sai de fila). Depois de mais algum tempo, me orientaram a ficar em frente à cabine 6 e a cônsul me chamou. Atenção para a entrevista mais sossegada do mundo:

Cônsul: Bon djia!
Eu: Bom dia!
Cônsul: Me dê o passaporte e o DS, por favor.
Eu: (entrego os dois pelo vão da cabine)
Cônsul: Para onde você vai?
Eu: Redondo Beach, Califórnia.
Cônsul: Oh, nice. Vai ser Au Pair. Você fala inglês?
Eu: Yes (não me perguntem por que eu respondi em inglês, também não sei)
Cônsul: O que você faz aqui?
Eu: Acabei de terminar a faculdade.
Cônsul: Ok, eu preciso colher as suas digitais, coloque os dedos da mão direita aqui.
Eu: (nervosa porque não tenho digitais na mão direita, coloco os dedos mesmo assim)
Cônsul: Ih, não deu certo, vamos tentar com a mão esquerda.
Eu: (coloco os dedos da mão esquerda e dá certo)
Cônsul: Ótimo, você vai receber o passaporte em casa. Boa viagem!
Eu: Obrigada, bom dia!

Tudo em português, nenhum documento requisitado e uma cônsul que tomava Starbucks ao mesmo tempo em que falava comigo. Super fácil! Acho que foi para compensar o estresse do dia anterior no CASV. Agora é só aguardar o passaporte chegar em casa e começar a correria para comprar mala, presente, remédio... 

Ah, 45 days to go!


Sete meses on-line. Entre muitas dispensas, datas de embarque que não batiam e feelings não correspondidos, finalmente posso dizer: I have a match!

O processo de Au Pair, embora seja diferente para cada uma de nós, é uma caixinha de surpresas que nos testa desde o início. Ficamos ansiosas para a entrevista, para o teste de inglês, para os resultados, para o match, para o visto, para o embarque... A verdade é que estamos sempre esperando pela próxima etapa. 

Eu decidi ficar on-line oito meses antes da data de embarque pretendida. Pode parecer bastante tempo, mas sempre me senti mais confortável sabendo que teria folga para escolher a família que quisesse. Tive muitas no perfil (sério, ainda não acredito que foram tantas), mas, como quantidade não é qualidade, o match demorou alguns meses para chegar. Além disso, como fiquei on-line muito cedo, a maioria das famílias que entraram em contato comigo me queriam para janeiro/fevereiro - e como eu estava presa aqui até março por conta da formatura, só me restou dispensá-las.

Se você não está na idade limite para o programa, não corra com o processo. Não tenha pressa; leve o tempo que for necessário para escolher a melhor família para você. Todas sabemos que não existem famílias perfeitas, mas isso não significa aceitar qualquer uma que entre no seu perfil. Não foque apenas no lugar. Todos que me conhecem sabem que meu sonho sempre foi o Arizona. Eu queria muito uma família de lá, mas não aconteceu. E, se acontecesse, eu não encontraria a família que encontrei. Não, eu (definitivamente) não sou aquele tipo de pessoa "tudo acontece por um motivo". No entanto, o fato de eu me abrir para outras possibilidades me trouxe uma família que parece ser legal. E, mesmo sabendo que apenas a rotina decidirá se nós realmente seremos um bom match, eu estou feliz por agora.


Eu tive o famoso feeling com três famílias. A primeira entrou no meu perfil em outubro e era de Baltimore/MD; eu simplesmente amei o perfil deles, mas não deu certo porque desistiram de ter au pair. A segunda entrou no início de janeiro e era de Teaneck/NJ; conversei bastante com a mãe por e-mail, mas infelizmente nossas datas não batiam - me doeu muito ter que dispensá-los. A minha família entrou no meu perfil na madrugada do dia 30/01. Eu vi a notificação na hora e corri para ler as informações. Não tive o feeling imediatamente, como havia acontecido com as duas anteriores, mas o modo como eles escreveram as informações do perfil me chamou a atenção e eu decidi conversar.

No primeiro Skype eu me apaixonei. Mas, como boa desconfiada que sou (não era possível que eles fossem tão legais daquele jeito!), não me deixei levar e mandei uma lista de perguntas para o e-mail da hosta. Ela me respondeu, marcamos mais um Skype para ela reforçar as respostas e eu comecei a perceber que eles poderiam ser a minha família. Isso me deixou um pouco ansiosa e, no dia 02/02, eu pedi para eles saírem do meu perfil. Falei que queria conversar com outras famílias para ter certeza de que faríamos o match certo e eles saíram assim que receberam meu e-mail.

Depois disso, trocamos mais mensagens e marcamos um Skype para eu conhecer as kids, ao mesmo tempo em que eu conversava com outras famílias. Fizemos o Skype e aproveitei para pedir para falar com a Au Pair atual. Eles me passaram o contato dela, conversamos por meia hora e ela confirmou tudo o que eu esperava. Depois, continuei mantendo contato com a au pair por e-mail e isso me ajudou muito a conhecer melhor a rotina e a personalidade da host family.

Eles voltaram para o meu perfil em 18/02, dia da minha colação de grau. A hosta me mandou um e-mail gracinha me parabenizando e marcamos mais um Skype para a semana seguinte. Era Carnaval e a Internet estava horrível por conta do tanto de acessos ao mesmo tempo, então ficamos eu e minha amiga Babi (que é Au Pair em Seattle e tem um blog maravilhosinho linkado aqui) correndo de casa em casa para achar uma conexão decente. Foi um Skype super divertido. Nós sabíamos que queríamos o match e, como foi tudo bem natural, não rolou aquele "Will you be our Au Pair?". Depois disso, continuamos em contato por e-mail e fizemos outro Skype três semanas depois. Eles me mostraram a casa e logo em seguida recebi um e-mail da hosta:


E o meu match foi assim, agora é torcer para ter feito uma boa escolha e partir para os próximos passos. Estou bem animada e mal posso esperar pelo embarque. ♥

Redondo Beach, California, here I go!


Hello there!
Junto com o vídeo, a carta é uma das partes mais importantes do application. Ansiosa que só, comecei a minha em 2014 e fui editando-a ao longo de 2015. Antes de começar a escrever, pesquisei sobre o assunto em vários blogs e decidi separar os tópicos que seguem:

  • Vida pessoal;
  • Personalidade e hobbies;
  • Vida em família;
  • Experiências e costumes relacionados à alimentação;
  • Experiência como motorista;
  • Experiência com crianças;
  • Por que quero ser Au Pair;
  • Motivações e expectativas em relação ao intercâmbio.

Eu considero meu inglês escrito bem melhor do que o falado, então tentei escrever uma carta o mais atraente possível. Após delimitar os tópicos, escrevi tudo e fui arrumando algumas coisinhas ao longo do ano. Acho que o mais importante é definir objetivos e reunir as informações necessárias para escrever algo que descreva bem a pessoa que você é. Além disso, tente criar sua carta sozinha(o), sem que outras pessoas a corrijam. Caso tenha dificuldade, recorra ao Google ou a dicionários, mas tente ao máximo utilizar suas próprias palavras.

Hello, dear host family! 

My name is Ana Carolina and I am 21 years old. I live with my family in Penedo, a Finnish village in Rio de Janeiro State, Brazil. My mother is a kindergarten teacher, my father is a carpenter and my younger brother is currently a high schooler. My parents work all day long, so I am the one in charge of the household management during the week. When they come home, I have already left for college, so we only see each other on the weekends.

I would describe myself as an independent, caring, thoughtful and a very positive girl. Although I am a big planner and I like to keep a routine, I can be flexible as well. I also consider myself a free-spirited person, who loves to discover new places. Traveling is one of my greatest passions ever; whenever I can, I pack my bags to explore a new place just to refresh my gypsy soul (even if it is a city nearby). My all-time favorite hobby is to attend concerts. Music has a more-than-special spot in my heart, so I am always seeking gigs to enjoy.

At home, I share the household chores with my teenage brother. I cook for ourselves every day and he always cleans after me; I think it is very important and fair for both sides. As the family member responsible for cooking at home, I try to eat a healthy diet and enjoy creating new recipes. I usually prepare whole grain/wheat food and vegetables during the week and more caloric food on the weekends. I own a small kitchen garden where I grow some tomatoes, pepper and herbs. My family raise hens and they provide us with fresh eggs every day. Although I am into organic food, I do not mind eating frozen vegetables or fruits. My healthy habits also include jogging and going to the gym.

I got my driver’s license two years ago. Because I live in the suburb, I need to take the highway to the city (half an hour journey) to do everything, from going to college to paying the bills. I usually drive on the weekends and take public transportation during the week.

My first experience with children took place when I was only thirteen. I went to a school for girls and, there, I studied for four years to become an Elementary School Teacher. During this time, I was an intern in a preschool. As a helper, I assisted kids in activities, feeding, playing and bathing. I worked with the same twenty kids for two and a half years. When I first met them, my little ones were two/three years old; when I left them, they were already four/five. Thus, I watched them grow one-step at a time.

My favorite activities to do with children are crafts. I learned some folding at school, so I loved to teach my kids create new stuff. As an enthusiastic of outside activities, I also believe that kids should explore nature as much as they can. I strongly encouraged my little ones to play in the dirt/sand, touch stones and recognize their shapes, and observe the caterpillars and ants working in the garden. To be a part of children’s development process, as well as guide them through the increase of their motor skills and imagination, is something very satisfying for a teacher — and I love to check their growth as the times goes by.

As soon as I finished the Initial Teacher Training, I earned a full scholarship to go to the University, where I am currently studying Modern Languages & Literature — Portuguese and English. As a sophomore, when I was 18, I got a job as an English Teacher. For five months, I worked with children from six to fourteen years old. I was the only one responsible for the classroom, so I grew a lot as a person and as a professional.

Since 2015 I have been working as an Fellow Teacher in a neighbor city public school. I teach Portuguese and Essay Writing for a class of thirty teenagers. It was such a challenge at the beginning, because I had always worked with the little ones before, but today I am thankful for this experience, which is allowing me to get in touch with grown-up kids and get an overall view of their world.

I heard about the Au Pair program when I was fifteen. Right away, I knew I would fit the program, given my passion for English and my experience with kids. Thus, I started to plan everything right ahead. I have been preparing myself for a long time and I cannot wait to have this amazing experience. I expect to be a meaningful addition to your home, have a great year with your kids and share a bit about my gorgeous Brazil with your family.

I strongly believe that the key for a good relationship is reciprocity. Do your best, remain positive and be nice to one another. Everything will come back to you and, then, it is all going to be fine. I am truly looking forward to having an amazing year in the United States, with a very warm family. If you think we can be a good match, please, contact me! I will be more than glad to talk to you.
Thank you very much for reading my letter!
Best Regards,
Ana Carolina

Se eu não me engano, a Cultural Care exige uma carta com, no mínimo, 600 palavras. Como vocês podem notar, eu me empolguei com a minha e ela ficou um pouco grandinha. Eu havia incluído um parágrafo falando sobre religião (que não tenho), mas a Cultural Care simplesmente cortou essa parte. Acabei deixando assim mesmo e falando diretamente com as famílias sobre esse assunto. Pelo menos na CC, a carta é a primeira coisa que aparece no application, então é importante caprichar!
Até o próximo post!


Hello there!
O vídeo é uma parte do application que sempre gera muitas dúvidas (o que falar, onde gravar, colocar ou não música...). Na correria para preencher o app e entregar os documentos em uma semana, não consegui gravar e editar o vídeo do jeitinho que eu queria, mas tentei fazer o melhor que pude. Na CC é possível ficar on-line sem o vídeo e adicioná-lo depois, mas, como estava super ocupada com a minha monografia, preferi fazer de uma vez e não deixar nada pendente.

Meu vídeo ficou pronto em uma tarde. Foi mais demorado fazer upload no application do que gravar e editar. Eu costumo ser bem objetiva em tudo o que faço (o coração é de humanas, mas o cérebro é de exatas), então não sou muito fã daqueles vídeos com um milhão de takes, mostrando família, cachorro e papagaio. Prefiro os mais simples e, principalmente, rápidos. Mas isso é questão de gosto, então fica a critério de cada um escolher o que colocar no vídeo. O mais importante é gravar em um local sem barulho e, caso for colocar música de fundo, ajustar o volume de modo que a sua voz sobressaia.

Eu vejo o vídeo como uma apresentação resumida do application, então não acho que seja necessário falar muita coisa. O resultado do meu foi este:

(Desconsiderem os erros, o cosplay de robô e a edição meia boca, por favor!)

Antes de gravar, fiz um pequeno roteiro e dividi em seções:

  • Apresentação;
  • Formação e experiência com crianças;
  • Por que quero ser Au Pair;
  • Hobbies;
  • Características pessoais;
  • Despedida.

Coloquei algumas fotos com crianças e do meu bairro, só para ilustrar um pouco. O vídeo ficou pequenininho, com 1:54min, mas achei boa a duração. Em relação à edição, queria ter feito algo melhorzinho, mas é o que consegui para entregar junto com o application. Para gravar, usei a câmera frontal do iPhone 4s, e editei no aplicativo Filmora.
Até o próximo post!



Hello there!
Como sempre vejo meninas perguntando sobre como arranjar as horas obrigatórias com crianças para o programa, hoje decidi contar como consegui as minhas. Ainda em 2010, a desesperada aqui anotou todos requisitos necessários para o programa e começou a se programar para atender a todos eles. Como cursava o Magistério naquela época, eu cumpria uma carga horária de estágio bem puxadinha em turmas de Educação Infantil e Ensino Fundamental I, o que já me colocava em contato com crianças.

*As agências exigem que a candidata a Au Pair comprove 200 ou 300 horas de experiência com crianças. No caso de Male Au Pair, a exigência é de 1000 horas.

Além disso, eu trabalhei como auxiliar de professora em uma turminha de Maternal em 2011, 2012 e 2013. Foi uma época bem difícil, mas consegui boas horas de experiência e realmente tive a oportunidade de fazer parte do cotidiano das crianças. Durante o primeiro ano, eu me lembro de que duas meninas passaram um tempinho na escola para cumprir horas para o Au Pair e isso, de certa forma, me motivou ainda mais a manter aquele emprego.

Deixei a creche em 2013, quando entrei para a faculdade, e voltei a ter contato com crianças em 2014, como professora de inglês em um cursinho. Eu tinha alunos de seis a treze anos e, como era a professora responsável pela turma (não apenas a auxiliar), essa experiência foi bastante proveitosa. Além disso, eu passava praticamente o dia todo em contato com a língua inglesa, o que me ajudou muito a ampliar vocabulário. Em 2015, eu apliquei para uma bolsa de iniciação à docência e fui chamada para dar aulas de redação para turmas de 6º e 8º anos. Esse foi um grande desafio, pois já estava acostumada a trabalhar com os menores, mas até agora tem dado tudo certo.

No meu application consta uma lista com todas as experiências que tive, mas não o número exato de horas. Aliás, acho que a vivência vale mais do que o número em si. As famílias com as quais já conversei, pelo menos a maioria, pareceram gostar bastante do meu trabalho na creche. Lidar com crianças não é tarefa fácil, pois cada dia é um dia diferente. Assim, é importante ter experiências de verdade, já que o programa consiste basicamente em cuidar delas. Além disso, aprender a ter jogo de cintura com os pais (que muitas vezes são mais difíceis que as próprias kids) é primordial para não se estressar no dia a dia.

Para quem ainda não tem experiência com crianças, é válido procurar uma escolinha ou creche na cidade e pedir para passar um tempinho lá como voluntária(o). Você pode fazer o mesmo em orfanatos, igrejas e hospitais; é só conseguir um responsável para assinar o documento da agência. É legal compor o app como um todo (bom inglês, experiência com direção e saber nadar também são bem vistos), então não acho que faça tanta diferença ter ou não milhares de horas. O mais importante é realmente ter vivência com crianças (completando as 200h ou 300h) e saber o que te aguarda no dia a dia de uma babá. 
Até o próximo post!


Hello there!
Quando assisti à palestra obrigatória da Cultural Care, em fevereiro/2016, minha agente insistiu para que eu marcasse a entrevista o quanto antes. Como estava sem pressa, preferi esperar um pouquinho, pois só pretendia ficar on-line no segundo semestre deste ano. Agora em Julho, decidi que era a hora de fazer o teste de Inglês e agendei com a representante aqui da minha cidade duas semanas antes da data escolhida.

No dia 29/07, cheguei à agência com 20 minutos de antecedência e recebi um formulário para preencher com informações pessoais. Geralmente a entrevista ocorre antes do teste de Inglês, mas comigo foi ao contrário. Como não sou de São Paulo, a representante me colocou em contato com uma agente da matriz via Skype. O teste consiste em uma conversa bem informal e, para mim, durou menos de 10 minutos. Pergunta de emergência, filme favorito da infância e receita? Nadinha disso caiu. Por isso, acho importante não decorar as respostas. Eu tinha uma ideia do que responder, mas nada memorizado. As perguntas que caíram no meu teste foram:

- Tell me about yourself.
Me apresentei; falei nome, idade, onde e com quem moro. Quando falei sobre a minha família, a agente emendou a próxima pergunta, tudo de forma bem natural.

- What do you like to do with your family?
Falei sobre minha família e a rotina em casa. Enquanto eu respondia, a agente ia fazendo follow-up questions para estender o assunto. Ela me perguntou se eu tinha irmãos e bichos de estimação. Respondi que tenho um irmão mais novo e ela me perguntou a idade dele.

- What do you work with?
Falei sobre meu trabalho atual e a faculdade. Ela me perguntou sobre empregos passados e comentei sobre cada um bem rapidamente.

- Why do you want to be an Au Pair?
Como sou formada no Magistério, expliquei que trabalho há bastante tempo com crianças e que essa é uma boa oportunidade para melhorar meu Inglês. Nos contatos anteriores que tive com a CC, sempre foi bastante frisado que o ponto principal do programa é o trabalho. Nas palestras (pelo menos nas que eu pude assistir), eles sempre reforçaram que as crianças são a parte mais importante. Por isso, acho legal, ao responder a essa perguntinha de praxe, enfatizar as experiências com crianças e mostrar por que você será uma boa Au Pair.

- What are your experiences with children?
Aproveitando o gancho da pergunta anterior, falei sobre todas as experiências que eu tive. A agente me perguntou qual foi minha maior dificuldade ao lidar com adolescentes, já que a maior parte das minhas experiências é com crianças de dois a cinco anos. 

- What activities would you do with your host kids?
Falei que depende da idade e citei atividades de artesanato. A agente me perguntou quais são minhas expectativas para o programa. 

- Have you ever been abroad? Are you willing to extend your stay for another year?
Comentei que nunca saí do Brasil. Sobre a extensão, disse que tudo vai depender de como será meu primeiro ano, mas que, inicialmente, pretendo ficar doze meses e voltar para o Brasil para me dedicar à profissão que quero seguir. A agente me perguntou se quero continuar sendo professora e eu falei que quero ser Comissária. Ela me desejou boa sorte e finalizou a entrevista com algumas perguntas sobre saúde.

- Have you been hospitalized within the last year?
Falei que não havia sido hospitalizada no último ano, então ela me perguntou se eu já havia feito acompanhamento com psicólogo ou tido problemas psiquiátricos. Depois disso, ela me perguntou se eu tinha alguma pergunta para ela, e eu disse que não (depois da entrevista, fiquei meio em dúvida se deveria ter perguntado algo só para demonstrar interesse, mas nem deu em nada).

Simples assim. Lendo aqui, pode-se ter a impressão de que foi demorado, mas não passou mesmo de dez minutos. Em seguida, a representante desligou o Skype e deu início à entrevista pessoal. Ela me disse que, geralmente, as entrevistas de nível intermediário demoram mais. Como foi tudo bem rápido, ela anotou minhas respostas do teste e foi me fazendo perguntas em cima delas. Essa parte durou aproximadamente meia hora. 

Complementei as respostas do teste de Inglês, dessa vez em português. Falei em detalhes sobre todas as minhas experiências com crianças, tarefas que faço em casa, coisas que gosto de fazer no tempo livre e o que pretendo fazer no futuro. Ao final da entrevista, ela me pediu para me descrever em uma palavra. Recebi um e-mail dia 01/08, segunda-feira, com a aprovação no teste, os modelos de referências para preencher e o prazo de entrega do application. Achei bem desnecessário ter que preencher tudo em sete dias, sendo que só posso embarcar em 2017, mas consegui fazer tudo em uma semana. 

Entreguei tudo dia 08/08 e fiquei on-line dia 12/08, quatro dias depois. O resultado do teste de Inglês só descobri quando fiquei on-line e acessei meu perfil. Fiquei bastante feliz quando vi que tinha conseguido advanced. Após quatro dias on-line, a primeira família entrou no meu perfil. Agora é torcer para fazer um bom match (mas sei que ainda vai demorar, já que minha data de embarque está longe).
Até o próximo post!