Hello there!
Como sempre vejo meninas perguntando sobre como arranjar as horas obrigatórias com crianças para o programa, hoje decidi contar como consegui as minhas. Ainda em 2010, a desesperada aqui anotou todos requisitos necessários para o programa e começou a se programar para atender a todos eles. Como cursava o Magistério naquela época, eu cumpria uma carga horária de estágio bem puxadinha em turmas de Educação Infantil e Ensino Fundamental I, o que já me colocava em contato com crianças.

*As agências exigem que a candidata a Au Pair comprove 200 ou 300 horas de experiência com crianças. No caso de Male Au Pair, a exigência é de 1000 horas.

Além disso, eu trabalhei como auxiliar de professora em uma turminha de Maternal em 2011, 2012 e 2013. Foi uma época bem difícil, mas consegui boas horas de experiência e realmente tive a oportunidade de fazer parte do cotidiano das crianças. Durante o primeiro ano, eu me lembro de que duas meninas passaram um tempinho na escola para cumprir horas para o Au Pair e isso, de certa forma, me motivou ainda mais a manter aquele emprego.

Deixei a creche em 2013, quando entrei para a faculdade, e voltei a ter contato com crianças em 2014, como professora de inglês em um cursinho. Eu tinha alunos de seis a treze anos e, como era a professora responsável pela turma (não apenas a auxiliar), essa experiência foi bastante proveitosa. Além disso, eu passava praticamente o dia todo em contato com a língua inglesa, o que me ajudou muito a ampliar vocabulário. Em 2015, eu apliquei para uma bolsa de iniciação à docência e fui chamada para dar aulas de redação para turmas de 6º e 8º anos. Esse foi um grande desafio, pois já estava acostumada a trabalhar com os menores, mas até agora tem dado tudo certo.

No meu application consta uma lista com todas as experiências que tive, mas não o número exato de horas. Aliás, acho que a vivência vale mais do que o número em si. As famílias com as quais já conversei, pelo menos a maioria, pareceram gostar bastante do meu trabalho na creche. Lidar com crianças não é tarefa fácil, pois cada dia é um dia diferente. Assim, é importante ter experiências de verdade, já que o programa consiste basicamente em cuidar delas. Além disso, aprender a ter jogo de cintura com os pais (que muitas vezes são mais difíceis que as próprias kids) é primordial para não se estressar no dia a dia.

Para quem ainda não tem experiência com crianças, é válido procurar uma escolinha ou creche na cidade e pedir para passar um tempinho lá como voluntária(o). Você pode fazer o mesmo em orfanatos, igrejas e hospitais; é só conseguir um responsável para assinar o documento da agência. É legal compor o app como um todo (bom inglês, experiência com direção e saber nadar também são bem vistos), então não acho que faça tanta diferença ter ou não milhares de horas. O mais importante é realmente ter vivência com crianças (completando as 200h ou 300h) e saber o que te aguarda no dia a dia de uma babá. 
Até o próximo post!


Um Comentário

  1. É bem isso! Cada dia com uma criança é um dia diferente, e cada criança é diferente... o mais importante é vivência e saber ter jogo de cintura não só pra lidar com os pais, mas com as kids tb. Criança é terrível, coloca uma coisa na cabeça, não tem quem tire. kkkk

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